30 de novembro de 2007

a racha

... fui ver a RACHA!

a caminho perdi-me e fui parar à ponte errada (vide post anterior) , mas depois lá consegui dar com o grupo de mafarricos que já me esperava à algum tempo ao pé do pico (monumento) .

ora este grupo de mafarricos, para além de bons amigos também apreciam rachas, e apesar do frio esperaram por mim -> a racha une as pessoas, e torna-as mais pacientes

antes de vermos a racha fomos ao mercado de borough que é debaixo da ponte, mas a ponte certa. aquilo estava pejado de gente, que se abastecia de calorias (grande parte também ia ver a racha, daí as calorias ; convém estar-se preparado).

finalmente partimos em direcção à racha!!! não conseguíamos esconder o nervoso miudinho que agora apetrechado de calorias (previamente compradas e ingeridas no mercado debaixo da ponte; certa) era mais que evidente (como a confusão das pontes).

A Tate não pedia dinheiro para vermos a sua racha... era à borlieu!! então foi uma rebaldaria:
  1. pisei a racha
  2. toquei na racha
  3. meti cotão do meu umbigo e bolsos na racha
  4. perscrutei o interior da racha com os meus membros inferiores e superiores
  5. gritei lá para dentro pra ver se tinha eco
  6. tive pensamentos indecorosos que não vou mencionar
  7. pensei na minha pequena dislexia pontual sobre pontes
mas não era o único.
a racha desperta a criança que há dentro de nós

montes de povo que não conheço de lado nenhum, mas com o mesmo denominador comum - a RACHA



a aninhas em pleno deboche a enfiar o pé na racha

ora aqui a racha divide-se:
e porquê? perguntam os mais incautos
- divide-se para conquistar


Gostei muito. e acredito piamente que sou uma pessoa melhor graças a esta experiência!!

estatística parva:
  • palavra racha - 15 vezes
  • palavra ponte - 6 vezes
  • palavra deboche - 1 vez

3 comentários:

Šaяa disse...

Ehehehehe
Muito fixe!!!
Não conhecia isso! É onde??

mouro disse...

:)
É na Tate Modern.

"Brazilian sculptor Salcedo says the work, entitled Shibboleth, symbolises racial division.

The crack represents the gap between white Europeans and the rest of the world's population.

According to Salcedo, the fissure is "bottomless... as deep as humanity". "

Procópio disse...

sim claro...
Ao ver "A racha" percebe-se logo do que se trata!